Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘nude as the news’

O show de ontem (17) no Credicard Hall encerrou a terceira passagem do Placebo pelo Brasil. Foi um show complexo de analisar, por vários motivos: para começar, a banda tem uma carreira longa, que soma 16 anos, seis álbuns e muitas brigas entre Brian Molko e Stefan Olsdan. Por cinco álbuns, o Placebo permaneceu o mesmo, sombrio, obscuro. Mas em sua última empreitada, Battle For The Sun, o grupo seguiu o caminho da luz e fez um álbum ensolarado, otimista, mostrando que o futuro da banda pode ser diferente. Por esse fator, a nova turnê do grupo precisa ser analisada sob a perspectiva dessa mudança, e ver até que ponto essa expectativa se cumpre quando o Placebo está em cima do palco encarando seus antigos fãs frente a frente.

E aí vem o problema: não, a turnê não convence. Não, o show não é criativo. Mas, sim, a banda é muito boa. Seria uma injustiça sem tamanho dizer que Brian Molko, Stefan Olsdan e Steve Forrest não sabem o que estão fazendo em cima do palco. Ah, eles sabem, e muito bem, como a plateia do Credicard Hall presenciou. E exatamente por isso é preciso cobrar mais: depois de 16 anos, o Placebo quis se reinventar. Mas fez isso sem criatividade e ficou com cara de banda velha, datada. E músicos tão absurdamente competentes, como mostraram ser, conseguem fazer bem melhor do que isso.

Segue abaixo a resenha que fiz do show para o Portal Virgula:

Estar apaixonado é uma experiência indescritível. Os sentidos começam a nos enganar, o raciocínio fica para lá de relativo e as coisas deixam de fazer sentido. Esse estado de êxtase caracteriza com precisão não só a relação entre o apaixonado e a pessoa amada como é uma metáfora perfeita para o caso de amor entre o Placebo e os fãs da banda inglesa – as letras atormentadas e a atmosfera soturna da parceria criada por Brian Molko e Stefan Olsdan foram a paixão de inúmeros fãs encantados pela música dark do grupo.

O grupo, que tem seis álbuns na bagagem, desembarcou no Brasil esta semana com a turnê de divulgação de seu trabalho mais recente, Battle For The Sun. E, assim como o álbum representou o ocaso da paixão intensa dos fãs mais radicais em relação ao grupo, a turnê do trabalho menos melancólico dos ingleses traz um gostinho amargo de decepção: por mais que tudo pareça perfeito, a relação chegou naquele ponto em que o amor absoluto deu lugar a uma saudade – e a vontade irresistível de seguir em frente.

Acompanhados por Fiona Brice (violino, teclado, theremin e vocais de apoio), Nick Gavrilovic (teclado, guitarra e vocais de apoio) e Bill Lloyd (baixo e teclado), o vocalista Brian Molko, o baixista Stefan Olsdan e o novo baterista Steve Forrest entraram no palco exatamente às 22h com For What It’s Worth, primeiro single do álbum Battle for The Sun.

É inegável o talento do Placebo em cima do palco – após uma parceria que já dura 16 anos, Brian Molko e Stefan Olsdan não precisam mais nem ensaiar seus passos e seus acordes, de tão instantânea que parece a compreensão entre suas performances. Tecnicamente, tudo perfeito: o setlist, que equilibra novas músicas, como The Never-Ending Why e Ashtray Heart, com hits assobiáveis como Every You Every Me, Meds e Come Undone, a presença de palco dos músicos, que sabem muito bem o que estão fazendo, a reação do público, que não parava de gritar e pular ensandecido… tudo apontava para um show incrível.

Então, por que tudo parecia tão mediano? E a paixão, o amor, o deslumbre com todas as músicas climáticas e emocionantes que caracterizavam o Placebo? Não é uma questão de envelhecer bem ou mal, porque o grupo comprovou que é possível continuar junto após 16 anos de estrada tocando com a mesma técnica. É a ausência da criatividade que faz com que o show da nova turnê seja apenas mediano. Battle For The Sun é um álbum que soa muito mais otimista do que a carreira anterior do Placebo, e esse é o diferencial do CD. Mas, no palco, tudo parece mais do mesmo – e a inovação que é anunciada nos estúdios não é cumprida nos palcos.

Por sorte, Brian Molko e Stefan Olsdan conseguiram comandar a pequena plateia do Credicard Hall (provavelmente devido aos preços abusivos, a Pista Premium do show estava quase vazia) com maestria, usando e abusando das guitarras e da bateria de Steve Forrest (que, aliás, merece aplausos por sua apresentação irretocável). Infelizmente, a acústica da casa não ajudou, sem contar que no começo do show era muito difícil ouvir a voz de Brian Molko, que se perdia em meio aos demais instrumentos.

A plateia do Credicard Hall saiu satisfeita após uma hora e meia de um show correto e sem surpresas, que evidenciou dois fatores: a capacidade inegável dos músicos do Placebo na hora de fazer boa música e o perigo de se investir em um futuro sem inovações. Se o Placebo não trouxer aos palcos uma turnê que consiga driblar a nostalgia e a vontade de celebrar um passado que não vai retornar, o perigo continua lá – a transformação de uma banda ícone de uma época em um dinossauro que vai para sempre ficar no armário dos CDs velhos. E, como todo mundo sabe, a gente só continua amando aqueles que conseguem despertar a mesma paixão em qualquer época.

Read Full Post »

Vamos brincar de comparar, gente?

Olha só a música Good Clean Fun, da Cat Power, e D7, cover do Nirvana para a faixa do The Wipers.

Quem diria?

Read Full Post »

Read Full Post »

Depois de lançar o delicioso EP Ayrton Senna (pois é), o Delorean assinou com o sub-selo da Matador Records, a True Panther, para colocar seu novo álbum nas lojas.

Obviamente, a belezinha, intitulada Subiza, já vazou inteirinha na web. Vou ouvir e depois conto o que achei. Enquanto isso, dá uma olhada na prévia no vídeo oficial do single Stay Close que o grupo disponibilizou no Youtube:

Read Full Post »

Incrível a capa do novo álbum do Eli Paperboy Reed, Come and Get It! Olha só a criatividade:

A dica foi da linda Flávia Durante =)

Read Full Post »

Finalmente vazou na web na íntegra o esperado documentário sobre o retorno do Blur, No Distance Left To Run. Quero ver quem vai segurar a emoção:

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Read Full Post »

A Binki Shapiro, do Little Joy, criou há um tempinho já uma iniciativa beneficente em prol das vítimas do terremoto no Haiti. Intitulado Crafts For a Cause, o projeto reúne diversas músicos criando pequenos “mimos” personalizados para um leilão, com renda revertida para a organização sem fins lucrativos Artists for Peace and Justice.

Entre os participantes, Vampire Weekend, Norah Jones, Regina Spektor, Fleet Foxes, No Doubt, Daft Punk, Kings of Leon, Feist e a linda, linda Chan Marshall. Dá só uma olhada nas fotos dela que estão à venda no leilão, além da contribuição da cantora para o leilão de Binki Shapiro:

Read Full Post »

Older Posts »