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Archive for the ‘Tecnologia’ Category

O Google sabe

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Quem usa Gmail com certeza já percebeu que, depois de trocar e-mails sobre Pós-Graduação na Inglaterra com um amigo, pipocam várias propagandas selecionadas sobre… universidades inglesas. Depois de conversar animadamente pelo Google Talk sobre quadrinhos, as propagandas do Gmail anunciam… Calvin, Mafalda, Spirit, Peanuts e Flash Gordon. OK, todo internauta já entendeu que a web monitora: o Gmail rastreia palavras chaves para oferecer produtos, os sites de compras, como Submarino e Amazon, guardam os termos de busca para oferecer produtos relacionados, etc. Todos nós sabemos disso. Mesmo assim, dá medo quando alguém coloca toda essa estatística de maneira clara e óbvia – como nessa matéria, que está… no Google Discovery.

Desisto.

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blipnudeasthenews

O Blip.fm (criei um para testar e viciei), para mim, é muito mais divertido e útil do que outras redes sociais, como o Twitter por exemplo – ferramenta que, entretanto, ainda é muito mal utilizada, principalmente por jornalistas, que a transformam em um diário pessoal em vez de aproveitarem o formato rápido e dinâmico para postar notícias e oferecer serviços. Com o Blip, você passa a ter acesso a milhões de músicas em formato streaming, que você pode selecionar na sua playlist para que as pessoas vejam o que você está ouvindo. Além disso, serve como uma maneira muito legal de organizar uma lista de músicas para você mesmo – é só colocar o blip do topo da lista para tocar que as demais vão indo na ordem. Além disso, músicas que você não encontrava de jeito nenhum ficarão disponíveis da maneira mais fácil possível. Vamos ver como se desenvolve o Blip a partir da proposta inteligente de agregar mensagens curtas, músicas e contatos. Pode desaparecer repentinamente, como muitas ferramentas, ou acompanhar a evolução da tecnologia, trazendo cada vez mais recursos (algo que seria legal é a oportunidade de baixar músicas docomputador direto para um endereço, e criar streamings de maneira mais fácil).

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akinator

Criado em 2007, o Akinator é um jogo baseado em inteligência artificial, que teoricamente é capaz de descobrir com apenas 20 perguntas qualquer pessoa que você esteja pensando. Quando você responde negativamente diversas perguntas seguidas, é mais fácil de ele errar, mas a partir da primeira resposta “sim”, ele surpreendentemente vai direcionando as perguntas até encontrar o foco. As questões variam de “sua personagem é feminina?” até “seu personagem é real”, ou “ele viveu no século XX”?

A variedade do banco de dados do programa é absolutamente incrível – vai de Carla Perez, Jennifer Anniston e Renato Aragão a Paul Auster, Sócrates e Robocop. Sim, porque o Akinator também tem uma lista enorme de personagens ficionais, e é capaz de adivinhar até a ele mesmo…

Fiz diversos testes, e o gênio realmente acertou muitas pessoas: Bob Dylan, Woody Allen, Hannah Arendt (esse pensei que ia ganhar), Jane Austen, Oscar Wilde, Jennifer Aniston, Pedro Almodovar e Bill Gates. Mas os erros, ah, esses foram hilários. Vejamos a lista das pessoas que ele errou – e com quem as confundiu:

Marquês de Sade foi confundido com Victor Hugo

Robert Crumb com Warren Buffet (quem?)

Milan Kundera com Karl Marx (talvez o melhor erro de todos)

Sharon Tate com Anne Hathaway

Pier Paolo Pasolini com Fernando Pessoa

David Lynch com Guy Ritchie (NO!)

Michel Foucault com Albert Camus

O mais legal, entretanto, é que quando ele não acerta automaticamente surge uma lista com pessoas relacionadas para que você aponte se seu personagem está ali. Caso não esteja, ele pede para que você escreva o nome e uma breve descrição (como Pier Paolo Pasolini – film director), para aperfeiçoar o sistema por meio dos erros.

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epoca80blogs

Nunca gostei muito da revista Época. Quando fiz uma pesquisa sobre a revista, pude perceber o quanto ela vive de discurso – nada muito diferente do resto da mídia, claro, mas no caso da Época é gritante porque destoa totalmente da proposta inicial da revista. Na 1º edição da Época, em editorial escrito por Roberto Marinho, a revista se apresentava como um veículo sem opinião, que tinha como objetivo apenas reunir as notícias da semana, não tomando nenhum tipo de posicionamento – este, teoricamente, ficaria a cargo do leitor. Entretanto, nesta mesma edição a revista publicou um artigo no qual atacava os sem-terra. Sem defender ou condenar as ações do MST, a questão é que tamanha contradição não ajuda muito na credibilidade da revista.

Entretanto, nas últimas edições, algumas coisas têm melhorado na Época: o novo projeto gráfico é mais arrojado, colorido e claro, e o lançamento da revista mensal Época SP foi uma grata surpresa – divertida, com bons textos, matérias inusitadas e uma agenda cultural interessante (embora o projeto gráfico confunda jornalismo com publicidade). Na edição desta semana, a matéria de capa traz uma seleção de 80 blogs imperdíveis, que vale a pena ser lida pelas escolhas interessantes da revista. Entre os escolhidos, estão o Te Dou um Dado?, o blog do Marcelo Tas, o Papel Pop, o Pensar Enlouquece, o Tecnozilla, o Engadget e o Kibe Loco. A seleção é interessante e bem variada, com 50 blogs brasileiros e 20 internacionais. Só acho que realmente não precisava fazer uma seção especial para os blogs dos jornalistas da Época..

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Não sei se acredito na eficácia dessas mobilizações – as pessoas chegam, protestam, gritam e vão embora para suas casas. De qualquer forma, vale tudo para impedir que o Senador Azeredo consiga acabar com a liberdade na Internet. Para isso, o pessoal do Flash Mob organizará amanhã, às 18h, na Av.Paulista 900 (em frente ao prédio da TV Gazeta), uma manifestação contra o projeto do Senador. O professor da Faculdade Cásper Líbero e especialista em cibercultura Sérgio Amadeu da Silveira é um dos ativistas mais empenhados em barrar o projeto do Senador. Quem puder, participe.

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Todos os dias surgem novos produtos tecnológicos, muitos dos quais não possuem utilidades tão inovadores em relação aos respectivos modelos anteriores. Mas, como a questão é a magia do produto, do consumo, e não da eficácia, a fascinação por qualquer tecnologia que ao menos pareça nova é inevitável. Nós consumimos o mundo, que é decodificado pela estatísticas do mercado – você é a imagem que aparenta. E como você cria essa imagem? Fazendo “updates” em você mesmo, por meio da aquisição de produtos hype que tenham determinado capital simbólico dentro de grupos sociais.

Isso a gente já sabe. O que é surpreendente – e não inédito – é como o mercado encontra maneiras de unir o consumo puro e simples a um capital simbólico em teoria mais elevado, que pertence a outra ordem social. Neste caso, me refiro ao mundo da arte. A questão não é só lançar um novo tocador de música que possa competir com o IPhone. É unir a tecnologia da marca (Microsoft) com a distinção da marca de criações de artistas que, teoricamente, não participam deste circuito do comércio de imagem e tecnologia. É irresistível olhar para esses pequenos tocadores de música adornados por pequenas obras de arte totalmente mercantilizadas. É bonito, é fofo, dá orgulho mostrar para os amigos.

Até que, é claro, surjam novos modelos com criações de outros artistas mais descolados ainda…

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