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Archive for the ‘Séries’ Category

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*Contém spoilers

Burning House of Love começa com uma das melhores cenas de True Blood até agora – a transa entre Bill e Sookie. Começou branda, com uma abordagem mais conservadora do que o padrão de True Blood, mas terminou de maneira arrebatadora – não só com uma interação maior entre o casal, como com uma cena de banho. Após um certo distanciamento, Bill e Sookie voltam a ter a química incrível presente nos primeiros episódios da série, característica que, além do roteiro ousado e da temática bem explorada, é a principal responsável pelo apelo de True Blood.

Fora a cena de sexo, Sookie e Bill não tiveram tanta importância neste episódio de transição. Em compensação, Tara e Jason ganharam mais atenção do roteiro, o que sempre é bom para fortalecer os pontos fracos da série.  Tara foi obrigada a deixar sua descrença de lado e apostar em uma cura sobrenatural para sua mãe alcóolatra, por meio de um exorcismo (surpreendentemente curto, considerando que True Blood gosta de explorar cenas fortes). O curioso é que, desta forma, o episódio dá novas dimensões para a história de Tara – ela, que questiona o envolvimento de Sookie com o sobrenatural, encarnado por sua relação com Bill, acaba entrando na mesma lógica do misticismo para confortar suas dúvidas e tentar ajudar sua mãe, que considera estar possuída. Aliás, a posição de Tara é ainda mais delicada, posto que Bill, embora seja um vampiro, é indubitavelmente real; já o “demônio” da mãe de Tara e o exorcismo podem ser apenas fruto de um desespero de fugir da realidade tentando confrontá-la com elementos místicos. O episódio coloca outra questão: quais os demônios que Tara tenta esconder?

A busca incessante de Jason por V ganhou um reforço com a chegada de uma nova personagem, a “Gaia girl” Amy Burley, também viciada em V e que acredita que a droga é uma maneira de se conectar com a natureza e com forças espirituais. O papo furado e ecopsicodélico de Amy é aind amais engraçado pela expressão que Jason assume ao olhá-la – com a mesma cara de bobo de sempre, olha para a gota de V com avidez, a boca aberta e os olhos embaçados, sem dar a mínima para o que Amy está dizendo. E, quando finalmente resolve falar, solta uma verdadeira pérola enquanto a filosófica Amy fala de comunhão com seres superiores e plenitude existencial: “é, é, eu concordo, meu, e esse negócio de Plutão não ser mais um planeta?”.

É um alívio poder ver True Blood sem ter mais medo de ficar constrangida ou aborrecida com as tramas paralelas. Depois dos últimos episódios, acredito que a série achou seu ritmo e não vai mais pisar na bola desperdiçando Jason, Tara, Sam e Lafayette. Outro ponto positivo deste episódio é que ele dá indícios de algo que eu esperava há muito tempo – uma participação maior dos vampiros na história. Mal posso esperar que a gangue toda do covil apareça mais, que todos os vampiros do Fantasia surjam no Merlotte’s e que Eric apareça com toda sua magnificência diante de Sookie.

Sookie, aliás, rouba a cena no momento em que resolve dizer a Sam e a todos que queiram ouvir que fez sexo com Bill e “aproveitou c-a-d-a m-i-n-u-t-o”. É esse jeito de espevitada, atrevida e linguaruda, que contradiz totalmente a imagem de boa moça ingênua que ela tem, que faz de Sookie uma personagem tão divertida.

Em suma, um episódio ótimo, mas mais porque ele dá esperanças de que finalmente a série engrene de vez e fique absolutamente emocionante do que por acontecimentos realmente impactantes. E estou gostando cada vez mais de True Blood.

Duas questões:

1. Bill está dentro de um dos caixões queimados?

2. Gente, o que foi Sam Merlotte correndo pelado pela grama?

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*Contém spoilers

Felizmente, True Blood parece que encontrou seu ritmo narrativo, e só vem melhorando no desenvolvimento dos personagens e na criação de cenas únicas. Reclamei diversas vezes que estava sentindo falta de momentos significativos, belos e únicos que pudessem ficar na mente do espectador após o episódio – o episódio anterior, Sparks Fly Out, conseguiu proporcionar esses momentos ao contar a história de Bill; e este episódio, Cold Ground, trouxe dois momentos ótimos, entremeados por acontecimentos relevantes e interessantes. Nada foi inútil, ninguém foi deixado de lado – foi um episódio que valorizou o forte da série, a química entre Sookie e Bill (um casal na vida real também), e mesmo assim não deixou de explorar as tramas paralelas com cuidado, como a relação entre Tara e sua mãe. Jason, aliás, está se transformando em um personagem trágico, um viciado em V que se vê envolvido até o pescoço em crimes que não cometeu.

Em Cold Ground, vemos a reação de Sookie quando sua avó é assassinada, e como a comunicade de Bon Temps encara a morte de uma mulher livre de preconceitos e que não tinha vergonha de se associar a um vampiro. O enterro de Adele Stackhouse é exemplar no sentido de mostrar como Anna Paquin está perfeita como Sookie, e o que faz de True Blood mais do que apenas uma série de vampiros – ao ouvir os pensamentos horríveis e venenosos de pessoas aparentemente pacatas e bem intencionadas, Sookie é incapaz de suportar qualquer coisa que se aproxime de um teatro de aparências. Por isso seu amor por Bill – ele não é superficial, teatral, não finge ser aquilo que não é, não alimenta a hipocrisia típica de todos os outros personagens da série. Ao invés de chorar, gritar e fazer uma tragédia no enterro de sua avó, Sookie está apenas entorpecida, sem cosneguir suportar a magnitude da perda. Qualquer tipo de vazio é silencioso e nada tem de dramático, de exagerado.

Sookie só percebe o que perdeu de fato em uma cena poderosa, quando come a última torta que sua avó fez. Ela sabe que é, de fato, a última. Sabe que o sabor e a emoção que tomam conta dela enquanto come são derradeiras e não voltarão jamais. E é só nesse momento que chora, sem consolo – em uma cena perfeita e que equivale a dramaticidade verdadeira do primeiro episódio, quando Sookie vai até Bill no bar sem olhar para mais ninguém, enquanto ouve os pensamentos das pessoas ao redor.

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O outro momento poderoso do episódio, curiosamente, tem altos e baixos: quando Sookie se entrega a Bill. Digo entrega porque é exatamente isso que ela faz: troca seu vestido escuro por um branco, imaculado, e sai correndo de até a casa de Bill, o tecido diáfano e leve contrastando com a grama verde do jardim e com a presença forte do vampiro. Mais tarde, esse branco da pureza irá contrastar com o próprio sangue de Sookie, quando Bill finalmente a morde. Em True Blood, essa mordida não significa posse, não detona a dominação de uma criatura frágil, Sookie, por Bill, o vampiro maligno. Aqui, ela significa entrega, liberdade, paixão – vontade de experimentar além das fronteiras da normalidade. Se Jason procura esse além-mundo no V e no sexo desenfreado, Sookie procura na paixão por um homem “corrompido” e, mesmo assim, mais puro em suas ações e em sua “aura” do que todos os homens normais de Bon Temps. Digo que a sequência tem altos e baixos porque, ao mesmo tempo em que anuncia um desejo desenfreado quando Bill pega Sookie no colo e a carrega para sua casa, nega a estética violenta e explícita da série ao transformar a transa entre Bill e Sookie em um momento “romântico”, filmado de longe e que apenas insinua ao invés de escancarar, como acontece em todos os outros momentos de sexo da série. Jason faz sexo e tudo é mostrado; quando é a vez de Sookie, tudo fica levemente conservador, acanhado. A cena é muito bonita e plasticamente perfeita, sob a trilha sonora de Cat Power, mas faltou mais ousadia para retratar esse momento – que, felizmente, acaba da melhor maneira possível, com a mordida de Bill e a ânsia pela continuidade no próximo episódio.

Detalhe: a notícia de que Anna Paquin e Stephen Moyer estão juntos desde o início das gravações de True Blood estourou na Internet. Isso ajuda a explicar a química incrível entre o casal.

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Este quinto episódio de True Blood me surpreendeu positivamente, o que me aliviou muito, porque os últimos dois episódios me decepcionaram bastante. Pelo jeito, True Blood engrena de vez nos episódios posteriores, que se aproximam da resolução do mistério dos assassinatos e mostram a evolução do relacionamento entre Sookie e Bill.

Sparks Fly Out traz um acontecimento da série que esperava a cada novo episódio – a palestra de Bill na Comissão da avó de Sookie sobre os veteranos da Guerra Civil americana. Eu esperava que esse momento fosse mostrar-se espetacular – e, embora tenha esperado menos pose de Bill e menos discursos prontos por parte do personagem, era óbvio que a única saída para ele, um vampiro, era ater-se ao senso comum para sobreviver àquela prova de fogo.

Este episódio, finalmente, mostra como Bill transformou-se em vampiro, em uma das sequências mais lindas de True Blood. Um soldado faminto, ensanguentado e morrendo de saudades da família que se vê impedido de realizar esse sonho estando a apenas poucos metros de casa foi uma excelente sacada para prender ainda mais o espectador e fazê-lo se identificar de vez com Bill. Aliás, essa cena me deixou confusa em relação ao processo de se tornar um vampiro – Bill bebe o sangue do pescoço da vampira e se torna um. Sookie também bebeu o sangue de Bill no 2º episódio, mas continua humana. Preciso tentar entender isso.

Além dos maravilhosos flahsbacks de Bill, também estou gostando muito de Lafayette na história. Queria saber mais sobre as ligações dele com os vampiros e o uso que ele faz do V. Achei excelente a cena em que Lafayette explica a um fascinado e alucinado Jason como se usa o sangue de vampiro para obter uma capacidade sensorial aguçada. Entretanto, mesmo neste episódio interessante e bem concatenado, não consigo deixar de achar que Jason continua sendo um personagem ridículo – embora a atuação do ator e seu esforço em criar um personagem absolutamente patético, ridículo e ninfomaníaco seja inigualável.

E que venha mais True Blood. Aliás, o clímax deste episódio é fantástico – só assistindo para saber.

Dica: Este blog fala um pouco das diferenças entre os livros e a série.

O ritmo esta semana está bem mais lento, mas continuarei atualizando. Em seguida, venho com United States of Tara 4 e 5.

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*Contém spoilers

Eu adoro True Blood. Acho a nova série do Alan Ball arrojada, interessante, original e emocionante. Entretanto, a primeira temporada está demorando para engrenar – e esse 4º episódio, bem fraco, é prova de que está sobrando enrolação e faltando a emoção que senti ao assistir o piloto.

Em Escape From Dragon House, os assassinatos continuam em Bon Temps, e novamente o suspeito é Jason, irmão de Sookie. Para tentar solucionar o caso e inocentar seu irmão, ela resolve ir até um bar frequentado por vampiros, Fangtasia, para descobrir com quem Dawn e Maudette se envolviam.

O problema é que tudo parece mal encaixado neste episódio. Não questiono o fato de Sookie ter tentado diminuir o ritmo de sua relação com Bill – afinal, ele é um vampiro, e relacionar-se com ele é, no mínimo, flertar com a encrenca  -, mas, fora o relacionamento entre eles, nada funciona. Jason, novamente, aparece em cena só para criar constrangimentos (e até mesmo esses tem alguma relação com sexo), e o episódio parece existir apenas para introduzir Eric, o líder dos vampiros, na trama. Embora Eric prometa ser um personagem interessante, sua primeira aparição foi bastante calcada no estereótipo de um vampiro poderoso e misterioso, e nada além disso.

O final do episódio, ao menos, levantou uma dúvida interessante: será que Sam não é o cara bonzinho e inofensivo que parece? O fato de ele ter a chave da casa de Dawn não é tão estranho assim, já que o imóvel é dele, mas a reação dele ao assassinato e a cena final do episódio sugerem algo mais.

Pelo que eu li, a série engrena de vez a partir do episódio 6. Estou torcendo. MUITO. 

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A melhor maneira de ver essa série é juntar dois ou três episódios e assisti-los em seguida – não só pela curta duração de cada um, como pelos conflitos recorrentes da trama até o momento. Estou com a sensação (não muito boa) de que todos os episódios trazem mais do mesmo, algo que definitivamente não sinto em relação às minhas séries favoritas – House, Seinfeld, Lost e outras. Ainda assim, acho que a série criada por Diablo Cody tem muito potencial, principalmente nos diálogos inteligentes e atrevidos (que estiveram presentes no episódio piloto, continuaram com menor intensidade no segundo e praticamente desapareceram neste terceiro e no quarto).

Em Work, Tara e Max começam a encontrar problemas em sua vida sexual. Tara fez um acordo que estipula que Max não pode transar com os alter-egos, o que é difícil considerando a hipersexualidade de T e a vontade interminável de Alice em “fazer bebês” (com Buck, ao menos, não há perigo). Percebendo o desejo de Max por Alice, Tara se pergunta se ela só é atraente quando não é ela mesma – premissa interessante e que traz novos dilemas para os personagens. Durante esta crise, Tara começa a trabalhar para a chefe de Charmaine, Tiffany, e sente-se insegura quando a relação profissional começa a resvalar na amizade – já que Tara não tem amigos e acha difícil que alguém fora de seu círculo familiar consiga lidar com suas múltiplas personalidades. Além disso, também descobrimos que Tara parou de usar medicamentos há pouco tempo, por não ser capaz de suportar os efeitos colaterais.

Além disso, Katie começa a trabalhar na lanchonete perto de casa, e Marshall resolve participar de uma peça para ficar mais perto do garoto em que está interessado. Mas essas tramas paralelas são praticamente insignificantes dentro da narrativa principal – o que é uma pena.

No todo, um episódio regular, que mais informa o espectador a respeito de aspectos até então desconhecidos da vida de Tara do que desenvolve algum tipo de acontecimento relevante.

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Antes que eu esqueça: os desenhos da sequência de abertura do episódio são ótimos, e não apareceram no episódio piloto que caiu na rede.

Neste segundo episódio, finalmente aparece a personalidade de Tara que ainda não conhecíamos: Alice, a dona de casa perfeita e conservadora e que faz tortas e bolos perfeitos. A personagem é bastante caricata, mas, curiosamente, parece ser o alter-ego mais interessante de Tara, e também a mais problemática. No episódio, Marshall tem problemas com seu professor de matemática. Bem no dia da reunião entre ele e o pai de Marshall, o alter-ego de Tara, Alice, aparece repentinamente. Embora a sequência na qual Alice desconcerta totalmente o professor ao afirmar que ele tem um “pequeno garotinho magoado dentro de si” seja ótima, esse acontecimento traz uma preocupação em relação aos rumos da série: quando Buck, o alter-ego masculino de Tara, aparece, é exatamente em uma situação decisiva para a família – a apresentação de balé de Katie. Alice também aparece em uma situação delicada. Ou seja: até agora, a apariação dos alter-egos funcionou porque se baseou em coincidências, criadas especificamente para fazer com que as situações fossem sempre as mais bizarras e inesperadas. Até quando isos vai funcionar, é duvidoso. Porque se os alter-egos simplesmente começarem a aparecer em situações-chave para criar conflitos e nada mais acontecer, a trama vai ficar cada vez mais previsível e chata de assistir – isso sem contar que a pequena duração dos episódios (em torno de 25 minutos) obriga o roteiro a ser enxuto e dinâmico para funcionar.

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O ponto positivo do episódio é que a aparição de Alice mostra como os alter-egos de Tara desestabilizam a família. T é divertida e imprudente, mas Alice pode ser muito violenta e arrasar completamente a filha de Tara, Kate, e acentuar a insegurança do delicado Marshall.

A atuação de Toni Collette, por enquanto, é o grande diferencial da série. A irmã de Tara, Charmaine, interpretada por Rosemarie DeWitt, também surge como uma boa surpresa, considerando que ela estava tão apagada no episódio piloto.

Logo logo, os dois próximos episódios.

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* Contém spoilers

O 3º episódio de True Blood foi, até agora, o mais irregular e menos interessante. Embora as cenas que envolvam Sookie e Bill sempre sejam as melhores partes dos episódios anteriores, até mesmo a química entre eles não funcionou da maneira esperada em Mine.

O clímax do episódio anterior deixou todo mundo curioso para saber o porque da presença de outros vampiros na casa de Bill e o que poderia acontecer com Sookie assim que entrasse na casa. Entretanto, a cena toda, na qual os vampiros ameaçam Sookie e Bill fica ao fundo, sentado em uma cadeira no escuro e olhando, é muito estranha, e nem um pouco condizente com o comportamento anterior do vampiro. Em vez de defendê-la imediatamente, ele ficou apenas olhando e esperando a coisa esquentar antes de interferir.

A cena posterior, na qual Sookie e Bill brigam, me pareceu mais natural, porque de fato é estranho que, até agora, Sookie nunca tenha pensado nos perigos em que se envolveu a partir do início de seu relacionamento com Bill. Começar a questionar a validade dessa relação era algo que eu esperava de Sookie, e que a trama mostrou de maneira coerente.

Mas, tirando esse conflito esperado e interessante, o resto do episódio não trouxe nada de novo. Mais uma vez, Jason aparece em cena apenas para fazer sexo desenfreado e demonstrar suas perversões, inseguranças e neuroses. Tara e Sam conseguiram tornar-se um casal ainda mais chato do que Dawn e Jason, aliás, e a conversa entre eles não ajudou a melhorar em nada o episódio.

Por incrível que pareça, os assassinatos que estão começando a acontecer não me interessam nem um pouco, comparando com o desenvolvimento da relação entre Sookie e Bill. Pergunto-me se isso é um problema da trama, que torna o mistério dos assassinatos apenas um subtema mal aproveitado, ou se o fascínio do casal é tão grande que tornao irrelevantes todos os outros acontecimentos paralelos da série.

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