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Archive for the ‘Questões editoriais’ Category

2009 foi foda. E 2010 vai ser um arraso. Porque é neste ano que eu volto para o blog e me jogo em dois novos projetos, que logo logo vão aparecer por aqui também.

Cheers.

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Desde terça passada, estou escrevendo para o Portal Virgula, no canal de música, algo legal pra caralho e que está me trazendo coisas fantásticas. Isso e outras coisas explicam minha ausência do blog, que pretendo retomar agora com uma pegada diferente. Explico:

Não digo que tudo começou com o show do Radiohead, porque a realidade nunca é certinha e apoteótica como a gente quer. Mas foi lá que a ficha caiu. Eu já vi muitos shows – alguns excelentes, outros apoteóticos, outros mornos e alguns medíocres. Eles sempre fizeram parte da minha vida, nao só pela minha paixão pela música, como pelo fato de que um show é sempre um momento especial, único. Ele é um instante de musicalidade que permanece em quem assistiu e não se esvai.

O Radiohead ao vivo, entretanto, é uma experiência que só quem viu explica, só quem viu sabe. Todos os outros shows que vi ficaram para trás, parecem menores, imaturos, longe da realidade do que é ser grande. Nenhum show mais ou menos faz sentido agora para mim. Não que eu tenha me tornado uma pessoa melhor ou algo assim – mas eu cresci, e constatei isso na hora que pude presenciar algo muito maior do que imaginava ser possível ou real. Depois do show do Radiohead, a música não se tornou restrita – muito pelo contrário, ela se ampliou, vejo tudo com outros olhos, escuto muita coisa que não ouvia antes simplesmente por não ter curiosidade. Ver ao vivo algo tão bom me deixou mais curiosa e mais plena para ouvir várias outras músicas, outros estilos. Ver algo bom demais nos faz crescer, faz com que tudo que antes você achava o máximo fique pequeno.

O show do Radiohead mostra o quão gigantesca, plena, maravilhosa a música pode ser. E o quanto tudo pode ser, e é, maior. Quando você começa a perceber isso, sua percepção das coisas muda totalmente. Hoje sei o que é pequeno e o que não é – e o show do Radiohead posso perceber como algo verdadeiro, único, incrível. Sabe aquela música que você ouve e fala: “meu, legalzinho de ouvir, né? e agora, vamos ouvir o quê?”. Você ouve três faixas e já deu. O álbum todo, uma vez só e olhe lá. Isso não me dá mais tesão. Tenho tesão de ouvir coisas fantásticas, que superam a si mesmas, que mostram que fazem sentido pra um mundo saturado de música, de idéias e de coisas pequenas.

Escrevo tudo isso não como exercício de egolatria, porque um blog que fala de experiências pessoais, e não do mundo visto por meio de um prisma pessoal, é chato, enfadonho, não tem razão de ser. Como diz uma amiga minha, é possível fazer bom jornalismo de maneira pessoal sem ter que falar de coisas pontuais do seu cotidiano. E é isso que eu sempre quis fazer. Comecei falando do Radiohead para dizer que o Nude as The News vai ser, a partir de agora, um projeto maior. Não dá mais para atualizar quando tenho tempo, quando consigo escapar do trabalho, do TCC ou do caralho que for, porque ele é meu, reflete meu trabalho e minha personalidade, reflete minha capacidade de ter um projeto que seja só meu, além do trabalho e além de qualquer outra coisa.

Vou escrever aqui sobre música? Sim. Sobre literatura? Sim. Sobre cultura pop? Obviamente. Mas, mais do que isso, o Nude as the News será um projeto de verdade, sem preguiça, sem desculpas. Porque chegou a hora de fazer algo só meu – não é trabalho, não é estudo, é criação. E, porra, a diferença entre essas coisas é gigantesca.

Tenho muitas idéias, muitas coisas pendentes. E, sim, elas começarão a aparecer aqui, pouco a pouco, mas da melhor maneira possível, indo pra frente, superando o que quer que for. Sabe quando cansa dar o melhor de você para algo que não é só seu? Criar para os outros mas não ficar com a essência? Pois é, é bem isso. Percebi que o desânimo que bate não é só cansaço, é falta de estímulo para coisas diferentes. E agora vai começar. Quem sabe daí, um dia, eu consigo fazer o Nude as The News algo “too much, too bright, too powerfull”, como diria Thom Yorke.

Estou aqui e aqui, mas, mais importante do que isso, estou no Nude as The News. Keep reading!

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– Depois de uma pausa para respirar – TCC, trabalho, Radiohead e Radiohead – finalmente consigo um tempo para retomar o Nude as The News. E agora pra valer: volto com as resenhas de True Blood e United States of Tara, com Links Esquizofrênicos, com o Blip (que ainda está na vibe Radiohead) e com todo o resto.

– O show do Radiohead me esgotou, física e emocionalmente. Quem não foi, perdeu um show que define aquilo que todo show na face da terra deve ser. Outra experiência igual, só quando o Radiohead voltar. E quando voltar, Thom Yorke, cante No Surprises! E, já que posso sonhar, Motion Picture Soundtrack e Last Flowers. Kraftwerk, em retrospectiva, acho melhor do que achei enquanto estava assistindo. Mas acho que o show não funcionou naquela arena, com aquele headline específico. Ficaria melhor em outro lugar, para um público que realmente estivesse esperando as experimentações visuais do Kraftwerk (minoria absoluta no Just a Fest). Los Hermanos foi uma delícia, valeu a pena. Só hits, claro, e com aquele gostinho de apresentação especial. Mas não tem como: a ápice foi Radiohead. Meia noite e meia ninguém mais lembrava do show do los Hermanos, tamanho o baque que é ver Thom Yorke ao vivo. Indescritível – embora eu tenha tentado descrever nos dois textos abaixo.

– Terminei a 2º temporada de House, fantástica. Embora não tenha gostado muito do episódio final, achei o roteiro maravilhoso. O início da terceira também está extremamente interessante – embora ache que Tritter, o antagonista de House nestes episódios, seja um personagem fraco e ridículo. Na verdade, não acho que seja necessário criar nenhum tipo de antagonista para deixar a série interessante: por mais clichê que pareça, House é a única série na qual o conflito do protagonista com ele mesmo é tudo que precisamos.

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Ainda em ritmo de final de ano, elenco aqui alguns links que encontrei esses dias e que valem a visita – aproveitando que, entre o Natal e o Ano Novo, existe tempo para fazer alguma coisa que não seja trabalhar, TCC e stress cotidiano.

timecharge

1. O Time.com publicou esses dias o The Top 10 Everything of 2008, com seleções de melhores livros, de filmes, de exposições, de escândalos, de capas de revistas e outras listas. Uma das melhores é a seleção com 10 charges editoriais.

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dicionariofotografia

2. O Site The Photographic Dictionary traz definições de palavras por meio de fotos. O resultado final é lindo. A imagem acima define a palavra arco-íris.

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shortlovestory

3. O Caderno Tv & Lazer do Estadão de hoje indicou o vídeo A Short Love Story In Stop Motion, uma história linda feita por Carlos Lascano com trilha sonora do Sigur Rós.

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4. Confira aqui alguns dos shows já confirmados para 2009.

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5. O ator Naveen Andrews, o Sayid de Lost, resolveu atacar de cantor no Roxy. Dica do Popload. Aliás, você sabia que ele estrelou em 2004 uma versão Bollywood de Pride and Prejudice, de Jane Austen, interpretando o influenciável Mr. Bingley? É ver para crer.

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6. Você conhece o maravilhoso grupo humorístico Les Luthiers? Se a resposta for negativa, nada melhor do que aproveitar o final de ano para ver suas maravilhosas apresentações de música e humor. Por sorte, o Youtube tem diversos vídeos com esquetes ótimos, como La Hija de Escipión, da apresentação intitulada Bromato de Armonio.

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7. Já viu o clipe de The Fear, da Lily Allen? A música já está no myspace dela faz um tempo, e é surpreendentemente boa. O cover dela para Womanizer, do novo álbum da Britney, também é ótima. Quem sabe o novo trabalho da Lily Allen pode se tornar um dos destaques para 2009, porque ando com saudade de música pop divertida e de qualidade.

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chrristimaspaenuts

8. A notícia é velha, mas não custa relembrar: agora todas as tirinhas dos Peanuts e outras HQ’s estão de graça na rede, no Site Comics.com. Depois de se registrar, é possível separar todas as tirinhas do Site por RSS e escolher quais receber.

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humancalendar

9. O Human Calendar é uma idéia simples, mas divertidíssima. Em vez de um calendário desenhado ou cheio de figurinhas clichês, que tal criar um calendário no qual as pessoas simbolizam os dias? (Valeu pela dica, Marília!)

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10. O Radiohead costuma variar bastante seu setlist nos shows. Quer tentar adivinhar quais músicas eles vão tocar aqui em março? O Site 58 Hours traz TODOS os setlists da banda para quem quiser radicalizar na estatística e ver o Thom Yorke sem surpresas. Eu prefiro arriscar e torcer para eles tocarem Motion Picture Soundtrack

Feliz 2009!

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A lista de melhores de 2008 do Nude as The News reflete o que foi o ano de 2008 para mim em termos culturais. Obviamente, é uma seleção parcial e pessoal, mas tentei ao máximo justificar e argumentar todas as minhas escolhas. Adições e discordâncias são sempre bem-vindas.

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Melhores filmes – Este foi o ano em que eu fui menos ao cinema, por total falta de tempo e excesso de trabalho. Mesmo assim, entre os que consegui assistir, escolhi Batman – The Dark Night, Vicky Cristina Barcelona, A Última Amante (o filme é de 2007, mas incluo porque só o vi este ano, No Panorama do Cinema Francês), Wall-E (uma das coisas mais lindas que vi em 2008, com certeza), No Country For Old Men, Still Life e Onde Andará Dulce Veiga. Provavelmente esqueci de vários, então, acrescentarei conforme minha memória precária permitir. As menções honrosas vão para A Questão Humana, filme lindíssimo que só não é perfeito por ser arrastado demais em algumas cenas; Advogado do Terror, que tem um protagonista sensacional mas se perde ao tentar situar o espectador em uma situação geopolítica por demais complexa; e Juno, delicioso de assistir e atrevido, mas estranho em algumas escolhas do roteiro, como o súbito interesse de Mark por Juno.

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Melhores livros – Como costumo ler o que me passa pela cabeça sem distinção, ou títulos específicos para poder escrever uma matéria, dificilmente leio lançamentos ou best-sellers – algo que preciso começar a fazer com mais frequência. Então, listo os livros que li este ano, independentemente do ano de lançamento: Homens do Amanhã, da Conrad, sobre o nascimento dos quadrinhos de super-heróis nos EUA; Outras Inquisições, de Jorge Luis Borges; Sanditon, obra inacabada de Jane Austen; Harry Potter e as Relíquias da Morte, por terminar de maneira razoável a saga dos personagens de Hogwarts; e as histórias completas de Sherlock Holmes, que saíram agora em edição de luxo ilustrada (OK, impossível de comprar, mas, mesmo assim…).

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Quadrinhos – Mesmo já tendo falado tudo que devia sobre a Turma da Mônica Jovem e criticado a vontade, não posso negar que a série foi o fenômeno das HQs brasileiras este ano. E, como a série ainda está no volume 4, pode ser que melhore. Outros lançamentos ótimos são o Prontuário 666, sobre os 40 anos que Zé do Caixão passou na prisão; o lançamento de três livros dos quadrinhos de Calvin & Haroldo, Criaturas Bizarras de Outro Planeta, Tem Alguma Coisa Babando Embaixo da Cama e Yukon-Ho!; e A Força da Vida, de Will Eisner. Deixei de fora inúmeros títulos, mais uma vez por ter tido pouco tempo de ler até mesmo quadrinhos este ano, exceto tudo o que foi lançado no Brasil do Robert Crumb.

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Melhores músicas/álbuns – É óbvio que eu começo com o sublime Jukebox, da Cat Power, enriquecido agora com o EP Dark End of The Street. Continuo com Tell Tale Signs, de Bob Dylan; Vampire Weekend, da banda homônima, um álbum divertidíssimo; Með suð í eyrum við spilum endalaust, do Sigur Rós; Fleet Foxes, da banda homônima; One Kind Favor, o retorno triunfal de B.B King; Dig, Lazarus, Dig!!!, do Nick Cave & The Bad Seeds; e Third, do Portishead. Aguardo ansiosamente, agora, os novos do Bat For Lashes e do Antony & The Johnsons.

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Teatro – O principal destaque veio esses dias: 120 Dias de Sodoma, dos Satyros. Destaque também para: Senhora dos Afogados, de Antunes Filho; Vestido de Noiva, também do Satyros; e Educação Sentimental do Vampiro.

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Shows – O destaque do ano foi o show mais animado que já testemunhei: Foals, no palco indie do Planeta Terra. Música para morrer de tanto pular, som ensurdecedor e animação total. No palco, são fora de série. O álbum também é bom, mas dá uma saudade enorme do que é poder ouvir ao vivo. Para 2009, estou morrendo para ver o Radiohead. E torcendo para as vindas de Bat For Lashes, Sigur Ros, Cat Power e, já que é para sonhar, volta Bob Dylan, volta!

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Este blog surgiu no dia 30 de agosto de 2008, como um projeto de escrita, de reflexão, de exercício de imaginação, de vontade de criar e de lapsos de estupidez, lirismo, libertação e sinestesia. Entre outras loucuras diárias. Ele ainda não fez um mês, mas é hora de responder às estatísticas que o painel do WordPress me informa. Já que o cotidiano é mesmo um amontoado de números, formas e momentos sem sentido algum, vamos ver quais as estatísticas do Nude as The News.

Ao todo, tenho 21 posts, divididos em 10 categorias e marcados por 132 (uau) tags. Já falei sobre o Tim Festival, a PG Week, o Vilém Flusser, o Mojica, o Peanuts, a Bjork e o Antony & the Johnsons, os buttons do Obama, Hair, e Beatles, entre outros assuntos. Os posts mais acessados foram: o show da Madonna no Brasil (compreensível), o texto de apresentação do blog (tá, no começo dá pra entender), a página com meu perfil (o que a curiosidade não faz com o ser humano…) e o texto sobre o livro com as melhores entrevistas da Rolling Stone.

Mas o melhor, obviamente, é a lista de termos de busca – ou seja, o que as pessoas digitaram no Google que as fizeram ir parar justo no meu blog. Vamos responder, então, a algumas das dúvidas mais frequentes:

onde comprar adesivos campanha barak” – Então, infelizmente o Site do Partido Democrata não cobra frete, ou seja, não entrega fora dos EUA. Fiquei triste também.

“obra the fairy eletricity” – O interesse por essa obra foi grande por aqui desde o post Colors Everywhere. De fato, a obra é linda. Ou será que tinha alguém procurando por outro tipo de fada, aquela verdinha?

“cultura do espetáculo” – Ler “A Sociedade do Espetáculo“, de Guy Debord, é uma boa. Ou assistir às aulas do Roberto e do LM. Também serve olhar bem para essa sociedade dominada pelo consumo e pela cultura de massa… mas cuidado aí: O Guy se suicidou depois de constatar e teorizar isso tudo… hoje deve estar batendo um papo-cabeça com o Hunter Thompson.

“celebres nude in sea” – Hã… OK. Se o seu negócio for notícias de celebridades e ler só a Caras não é mais suficiente, não se desespere. Tem o Te Dou um Dado, um clássico do jornalismo do bjomeliga, e o PerezHilton, para os versados na língua inglesa.

cleo de paris nude video” – Veja o filme Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins. Porque agora não dá mais para vê-la como Madame Clessi em Vestido de Noiva, montagem dos Satyros para o clássico de Nelson Rodrigues. Serve o depoimento dela pra Zingu!?

qual a importancia da moda” Sei não. Mal consigo me vestir de manhã de tanto sono. Mas a Kakau entende da coisa.

“como conseguir um rim” – Reza pro Inri Cristo. Ou aproveita e faz uma reportagem investigativa pra descobrir onde está o lendário Walter Mercado.

“paul weller cancela eu já sabia”Jura? Eu não. Se eu fosse você, ganhava dinheiro com esse talento para a astrologia. Será que ele sabia?

“revistas mundias de nudes”Tem a Playboy, que é clássica o suficiente para satisfazer uma curiosidade básica. Quem quiser olhar a G também, be happy.  

“ritual dos sÁdicos” – Veja aqui.

Eventualmente, voltarei com mais termos de busca e outras estatísticas completamente inúteis, estapafúrdias e curiosas.

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Este blog é um projeto que há muito tempo venho planejando, sonhando e adiando. Finalmente, tomou forma definida, como um projeto que pretende abordar diversos assuntos – de Peanuts a Kant; de Bernard Shaw a The Dodos; de Calvin & Haroldo a Foucault; de Ettore Scola a Björk; de Marquês de Sade a Matadouro 5; de Jane Austen a Les Luthiers.

A idéia é fazer pequenas análises, artigos, colóquios e sentenças a respeito de assuntos que, de alguma maneira, me interessem e que eu considere relevantes e interessantes o suficiente para se tornarem algo concreto. Grande parte dessas inspirações virão do dia-a-dia, de conversas, de reflexões ou sugestões. E tudo isso, claro, sem a pretensão de se levar a sério mais do que o necessário.

O nome Nude as the News veio de uma música da cantora canadense Chan Marshall, aka Cat Power. A música de Chan é repleta de momentos significativos, emocionantes e depressivos. Ouvir suas composições únicas sempre me leva a um estado de êxtase indescritível. Nude as the News, para mim, significa esse desejo de retratar um pouco da realidade do mundo contemporâneo (ou não), tendo consciência de que todo olhar é um recorte.

Segundo Chan, Nude as the News significa “assim como a realidade”. Um pouco desse desejo de ver, refletir e caminhar nesta realidade é o objetivo desse projeto. Que começa sem maiores pretensões do que seguir andando.

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