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Archive for the ‘Cinema’ Category

Quem me conhece sabe que eu sou completamente apaixonada por um belo sound system. E esses caras mostraram mesmo que o groove não pode parar: o documentário Made in Queens mostra bicicletas sound system projetadas por imigrantes de Trinidad e Tobago que moram no Queens, em Nova York.

As imagens são incríveis, e no site oficial do doc dá para ver a trilha sonora que os caras colocam para tocar em suas bicicletas. Dá uma olhada nessas seleções, que tem de Akon, Snoop Dogg e Justin Timberlake a Bob Marley Shaggy.

Playlist do Basszilla:

Yung Joc “I Know You See It”
Junior Kelly “Love So Nice”
Sanchez “Frenzy”
Shabba Ranks “Wicked Inna Bed”
Yung Joc “It’s Goin Down”
Bob Marley “Burnin and Lootin”
Super Cat “History”
Demarco “Fallen Soldiers”
Super Cat “Ghetto Red Hot”
I Wayne “Can’t Satisfy Her”
Shaggy “Ready Fi Di Ride”

Playlist do Frankebike

Angel y Khriz “Ven Bailalo”
Noel “Silent Morning”
Mims “This Is Why I’m Hot”
Wisin y Yandel “Rakata”
T-Pain feat. Yung Joc “Buy U a Drank”
Daddy Yankee “Rompe”
Isaac Blackman “To The Ceiling”
Justin Timberlake feat. T.I. “My Love”
Shabba Ranks “House Call”
Wisin y Yandel “Ya Me Voy”
Daddy Yankee “Lo Que Paso, Paso”

Playlist do Tinnitus Rex:

Machel Montano “Madder Dan Dat”
Timbaland “The Way I Are”
Super Cat “Boops”
50 Cent “Ayo Technology”
Timbaland “Too Late To Apologize”
Peter Ram “Woman By My Side”
Destra “I Dare You”
Fireball & Bob Sinclair “What I Want”
Akon feat. Snoop “I Wanna Love You”
Prophet Benjamin “Pretty Boy”
Machel Montano “Mor-Tor”

Dá uma olhada no trailer:

Vi no URBe.

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Sou fã incondicional de Stephin Merritt, a cabeça responsável pelo Magnetic Fields. Por isso, foi uma das maiores alegrias de 2010 ver o trailer de três minutos do documentário Strange Powers: Stephin Merritt & The Magnetic Fields.

Dirigido por Kerthy Fix e o fotógrafo Gail O’Hara, o documentário levou dez anos para ser terminado, e conta com depoimentos de amigos e colaboradores de Merritt, como Neil Gaiman e Peter Gabriel.

O trailer me deu esperanças de conhecer um pouco mais da personalidade fechada e sarcástica do compositor, que é um notório misantropo e não deve ter se sentido muito confortável ao expor sua maneira de pensar. Esse é um daqueles lançamentos que é difícil esperar – mais ou menos o sentimento que tenho em relação ao documentário sobre o Blur, No Distance Left To Run.

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Lego no cinema

Esse tipo de coisa é bem comum, mas não resisti a esses aqui. Muito bem feitos, dá saudade dos tempos de criança quando vendia lego a rodo nas lojas.

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lego4

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Dica do Luiz Pimentel.

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O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme, é uma pequena surpresa – aparentemente um filme com cara de blockbuster (e, em muitos lugares, sendo anunciado como tal), é na verdade um ensaio familiar com cara de filme caseiro. Câmera na mão, situações aparentemente naturais – como se o diretor simplesmente escolhesse uma família qualquer e filmasse durante um final de semana as brigas, os pequenos acontecimentos e a dinâmica entre as pessoas. Essa é a sensação do espectador que assiste O Casamento de Rachel, e essa dinâmica, para mim, é o essencial do filme, embora a atuação de Anne Hathaway seja muito boa. O filme não é a respeito de Kym, a junkie que sai da clínica de reabilitação para o casamento da irmã, e sim sobre os relacionamentos que permeiam sua família – e a chegada da irmã desajustada é apenas o estopim para que antigas feridas e problemas mal resolvidos voltem a tona.

Um dos pontos positivos do filme é também o ponto negativo: a naturalidade e a verossimilhança, que em determinados momentos se transformam em hiper realidade. É impressionante como o filme é fiel em retratar grande parte dos problemas de qualquer família, principalmente em relação às discussões – elas não começam com grandes questões existenciais, e sim por coisas estúpidas, como quem quebrou um prato. Uma ofensa boba se torna uma bola de neve, e uma briga que começou por causa de um prato vira uma discussão que revela as tensões reprimidas e o passado normalmente nebuloso das pessoas. Essa verossimilhança é impressionante, e ela só consegue ser tão incrivel pelo trabalho eficiente dos atores, principalmente Rosemarie deWitt (a Charmaine de United States of Tara), que está incrível e verdadeira como Rachel. Entretanto, essa mesma realidade palpável é também um dos maiores problemas do filme. Na tentativa de tornar O Casamento de Rachel um filme natural, caseiro e verossímil, essa necessidade de reforçar a todo momento essa naturalidade já evoca o que há de forçado nessa insistência. Se tudo é tão natural, porque enfatizar tanto essa naturalidade? A sequência na qual o pai e o noivo de Rachel fazem uma competição para ver quem consegue colocar toda a louça primeiro na máquina tem a intenção de passar essa naturalidade de um evento simples em família, mas vai ficando tão longa e forçada que o espectador percebe o esforço tremendo do filme, que tenta a todo momento esconder que é uma obra de ficção, e não um filme caseiro feito na casa do vizinho.

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O casamento de Rachel é multicultural – o noivo é músico, assim como todos os seus amigos, e o filme tem como única trilha sonora as  músicas tocadas incessantemente pelos personagens. Músicas de todos os lugares do mundo, que acabam virando um misto de tudo com coisa nenhuma. Esse exotismo, aliás, é um outro problema do filme: além de exagerar nas sequências musicais, Jonathan Demme pesa a mão na hora de misturar culturas e ritmos. O momento em que duas passistas de escola de sambam aparecem do nada para entrar no meio da festa é tão surreal que todas as pessoas que estavam no cinema torceram o nariz.

Mesmo com esses problemas, O Casamento de Rachel é um alívio em meio a tantos filmes familiares água-com-açúcar e cheios de conflitos clichês e personagens insossos. Rachel e Kym, ao menos, são vivas, e fazem com que o espectador tenha vontade de acompanhar a trajetória de suas vidas.

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Vou aproveitar o tema para ser cínica – desculpem, mas não consigo acreditar que a cerimônia do Oscar sirva para alguma coisa. Não serve. Nunca serviu, a não ser para simbolizar uma indústria que, sejamos sinceros, realmente não precisa de nenhum símbolo para mostrar o quanto é poderosa, embora esteja em cheque há algum tempo. A única coisa genuína, e que mesmo assim é questionável, é que o Oscar é um dos poucos momentos em que podemos ver os atores de Hollywood fora de seus papéis e demonstrando o que determinado prêmio (ou a perda dele) significa em sua vida pessoal. Vemos os sorrisos simpáticos de Meryl Streep e sua filha tímida e deslocada, a simpatia de Mickey Rourke em sua roupa esfuziante, o sorriso de conveniência de Angelina Jolie e a cara de choro de Kate Winslet. Vemos o olhar desfocado de Robert Downey Jr, Gus van Sant olhando para o chão e Sophia Loren assustadora e irreconhecível depois de inúmeras plásticas e maquiagem pesada. E é aí que o Oscar pode sair um pouco do previsível e emocionar.

A cerimônia, em si, é morta. Não importam as modificações, as “atualizações”, os números musicais ou o esforço de Hugh Jackman, porque o problema é o conceito, não a execução. Neste ano, o Oscar tinha uma oportunidade para sair do lugar comum e dar voz para alguém tão politicamente incorreto e fodido que era impossível que algo não saísse do controle – Mickey Rourke. Não aconteceu, infelizmente.

Então, fora as pequenas surpresas que podem ocorrer na hora dos discursos e do tapete vermelho, só me resta uma diversão – as roupas. Embora até estas já tenham deixado há muito tempo de simbolizar alguma coisa sobre as pessoas que as vestem – hoje são apenas artigos de consumo para simbolizar grife -, ainda assim oferecem uma oportunidade de o espectador rir das escolhas absurdas de alguns atores e atrizes ou elogiar o bom senso e o bom gosto na hora de se vestir.

Eu, por exemplo, amei estes:

Marisa Tomei, linda

Marisa Tomei, linda

Kate Winslet - As cores criam um contraste incrível

Kate Winslet - As cores criam um contraste incrível

Marion Cottillard - O modelo não é perfeito, mas as cores são

Marion Cottillard - O modelo não é perfeito, mas as cores são

Taraji conseguiu ficar incrível até de branco, cor feia

Taraji conseguiu ficar incrível até de branco, cor feia

E odiei estes:

Miley Cyrus cheia de escamas com purpurina

Miley Cyrus cheia de escamas com purpurina

Maravilhosa a cor do vestido de Heidi Klum, mas o modelo...

Maravilhosa a cor do vestido de Heidi Klum, mas o modelo...

Beyonce... assustadora

Beyonce... assustadora

E, antes que eu esqueça, duas fotos do mestre do escracho, Mickey Rourke – a primeira no tapete vermelho, a outra no after party de Elton John!

oscarmickeymickeyafterparty

O Saya!

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Agoa entendi porque a Academia não premiou o genial Mickey Rourke pelo seu papel igualmente genial em The Wrestler. Provavelmente não queria correr o risco de dar voz para um cara sem vergonha na cara nenhuma, divertido a beça, desbocado, decadente e politicamente incorreto. Tá, esse é só um dos motivos, mas falo mais sobre isso no meu texto sobre o filme, que vi hoje. O que quero colocar aqui agora é a já histórica premiação de Rourke como melhor ator no Spirit Award. GENIAL.

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slumdog

Vamos lá:

Melhor Filme

Quem vai ganhar: Slumdog Millionare
A zebra: Milk (que, apesar da temática homossexual, é um filme extremamente chapa branca e feito para emocionar. Baixei o filme ontem a noite, vi e não estou com muita vontade de revê-lo no cinema…)
Sem chance: Benjamin Button

Melhor Diretor

Quem vai ganhar: Danny Boyle por Slumdog Millionare
A zebra: Todos os outros.
Sem chance: Se Gus Van Sant ganhar algo por Milk, será bizarro.

Melhor Ator

Quem vai ganhar: Mickey Rourke (e, se o Oscar tivesse senso de humor, ele seria premiado SEMPRE. Espero que ele chegue bêbado a cerimônia e conte novamente o que ele acha do boato sobre um relacionamento entre ele e Courtney Love)
A zebra: Frank Langella (dizem que ele está sensacional como Nixon, mas… sou mais o Mickey)
Sem chance: Brad Pitt (se for para ganhar alguma coisa, que ganhe pelas expressões geniais que ele fez em Queime Depois de Ler)

Melhor Atriz

Quem vai ganhar: Kate Winslet (sério, alguém duvida?)
A zebra: Anne Hathaway (a Academia adora ela, mas acho muito impróvável)
Sem chance: Angelina Jolie

Melhor Ator Coadjuvante

Quem vai ganhar: Heath Ledger (Lógico. Ator morto é ator bom, gente. Ele realmente era sensacional, mas desde quando ser bom ator é garantia de Oscar?)
A zebra: Michael Shannon (ótimo em Revolutionary Road, mas esse prêmio já é de Ledger)
Sem chance: os demais.

Melhor Atriz Coadjuvante

Quem vai ganhar: Penélope Cruz (torço por ela, mas Viola Davis anda bem cotada)
A zebra: Amy Adams
Sem chance: Taraji P. Henson por Benjamin Button

Melhor longa de animação

WALL-E. PONTO.

Os demais prêmios, não vou tentar especular. Opinem e discutam, porque cerimônia do Oscar sempre é insuportável – o divertido é discutir antes e especular bastante.

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