
É no mínimo curioso que o produtor Moby, conhecido por seu tino comercial e muitas vezes criticado por ter sido responsável por disseminar o techno de maneira trivial e superficial, lance um álbum tão introspectivo e
depressivo como Wait For Me.
Na verdade, o que mais surpreende nesse lançamento não é exatamente a
introspecção, considerando que o techno com toques de melancolia foi
exatamente o que levou seu álbum Play, de 1999, a alcançar um incrível
sucesso – o curioso é que o produtor nega seu lado marqueteiro ao falar
sobre o novo álbum, afirmando repetidamente que resolveu se dissociar da
música feita para o mercado e fez, talvez pela primeira vez, um álbum que
realmente ame.
Segundo ele, a inspiração que o fez deixar de lado as exigências do
mercado e criar um álbum “sem preocupações de como seria a reação do
público” veio de David Lynch. “David falou, em um discurso no Bafta, sobre como a criatividade pode alcançar níveis incríveis quando não está
subjugada às leis de mercado. Por isso, ao gravar esse disco, decidi fazer
algo que eu realmente amasse, e o resultado é mais suave e melódico, mais
triste e mais pessoal do que um bocado dos discos que criei no passado”,
afirmou Moby, que também fez questão de salientar que o álbum foi
totalmente feito em sua casa, em um estúdio rudimentar que contou apenas
com a participação de amigos próximos.
O resultado? Um álbum intenso, extremamente melancólico e que parece
perfeitamente adequado a uma trilha sonora de filme – e, considerando que
Moby convidou David Lynch para dirigir o vídeo da música Shot in the Back
of the Head, não é nada estranho que as faixas de Wait For Me soem como
trilha sonora de diversos trabalhos do cineasta, especialmente a série
Twin Peaks, na qual Moby já havia trabalhado anteriormente.
Em meio a muita tristeza e melancolia e diversas músicas instrumentais,
faixas como Pale Horses, Study War, Mistake (única faixa que conta com os
vocais de Moby), Scream Pilots, JLTF, A Seated Night e Wait For Me mostram que Moby acertou quando resolveu fazer um disco mais simples (até a arte do álbum é minimalista, com desenhos feitos à mão pelo produtor) e mais introspectivo. A mixagem de Ken Thomas, que já trabalhou com Sigur Ros e M83, também ajudou a transformar o resultado final em algo coeso e interessante, com a adição de sons de pedais antigos e o uso de
equipamentos analógicos.
e muitas vezes criticado por ter sido responsável por disseminar o techno
de maneira trivial e superficial, lance um álbum tão introspectivo e
depressivo como Wait For Me.
Na verdade, o que mais surpreende nesse lançamento não é exatamente a
introspecção, considerando que o techno com toques de melancolia foi
exatamente o que levou seu álbum Play, de 1999, a alcançar um incrível
sucesso – o curioso é que o produtor nega seu lado marqueteiro ao falar
sobre o novo álbum, afirmando repetidamente que resolveu se dissociar da
música feita para o mercado e fez, talvez pela primeira vez, um álbum que
realmente ame.
Segundo ele, a inspiração que o fez deixar de lado as exigências do
mercado e criar um álbum “sem preocupações de como seria a reação do
público” veio de David Lynch. “David falou, em um discurso no Bafta, sobre
como a criatividade pode alcançar níveis incríveis quando não está
subjugada às leis de mercado. Por isso, ao gravar esse disco, decidi fazer
algo que eu realmente amasse, e o resultado é mais suave e melódico, mais
triste e mais pessoal do que um bocado dos discos que criei no passado”,
afirmou Moby, que também fez questão de salientar que o álbum foi
totalmente feito em sua casa, em um estúdio rudimentar que contou apenas
com a participação de amigos próximos.
O resultado? Um álbum intenso, extremamente melancólico e que parece
perfeitamente adequado a uma trilha sonora de filme – e, considerando que
Moby convidou David Lynch para dirigir o vídeo da música Shot in the Back
of the Head, não é nada estranho que as faixas de Wait For Me soem como
trilha sonora de diversos trabalhos do cineasta, especialmente a série
Twin Peaks, na qual Moby já havia trabalhado anteriormente.
Em meio a muita tristeza e melancolia e diversas músicas instrumentais,
faixas como Pale Horses, Study War, Mistake (única faixa que conta com os
vocais de Moby), Scream Pilots, JLTF, A Seated Night e Wait For Me mostram
que Moby acertou quando resolveu fazer um disco mais simples (até a arte
do álbum é minimalista, com desenhos feitos à mão pelo produtor) e mais
introspectivo. A mixagem de Ken Thomas, que já trabalhou com Sigur Ros e
M83, também ajudou a transformar o resultado final em algo coeso e
interessante, com a adição de sons de pedais antigos e o uso de
equipamentos analógicos.


