O mundo da música anda movimentado – estou com tanta coisa pendente para escrever e com tantas músicas para ouvir que tempo é a última coisa que aparece. Sem contar o TCC, mas deixa para lá.
Hoje, sábado pós-feriado, é aquele dia preguiçoso. Então, vou falar um pouquinho de tudo. E olha que tem bastante coisa.
A volta do Gossip
Beth Ditto causa horrores, mas só agora resolveu trazer o Gossip de volta para a o mundo da música. O único Gossip que estava nas manchetes era Gossip Girl, e olhe lá. Sei que o vídeo não é novo, mas só agora parei para ouvir a nova da banda, chamada Heavy Cross. É o velho Gossip de volta, com o vocal atrevido e divertido de Beth Ditto e o ritmo dance de sempre. Confesso que acho terceiro álbum da banda, responsável por trazê-la para o mainstream indie, bem fraquinho, com mais pose e atitude do que qualidade musical. Mas esse novo hit, além de contagiante, parece anunciar uma banda mais consistente, que mantém a diversão e ainda arranja tempo para se preocupar em criar uma sonoridade que não se desgasta logo depois que a balada acaba e a cerveja já fez o efeito que devia.
O novo do Gossip, batizado de Music For Men, sai esse ano. Vamos ver.
Popload Gig – Ficar parado é bobagem

E o Lúcio Ribeiro, que praticamente todo mundo lê, embora nem sempre a gente acredite, promoveu nos dias 6 e 7 de junho seu primeiro festival, o Popload Gig. Nos dois dias, o Popload reuniu no Clash bandas como Holger, Matt & Kim, No Age, Mickey Gang e The View. Por incrível que pareça, os shows começaram cedo e pontualmente, e parece que o saldo não só foi positivo como lucrativo – visto que já está programada a segunda edição do festival, que contará com Friendly Fires (OI!) e também terá uma versão carioca.
Não fui no primeiro dia do Festival, mas como ingresso promocional é uma benção, consegui conferir o segundo dia. Quem abriu a noite foram os meninos do Mickey Gang, banda do Espírito Santo super bombada na internet. Eu contei, e a apresentação durou exatamente 17 minutos. E não foi por falha técnica ou falta de vontade – foi falta de repertório mesmo. Essa foi a primeira vez que os garotos do Mickey Gang tocaram em São Paulo, e como não têm nem sequer um EP, fica difícil segurar um show de grande porte. Eles tocaram quatro ou cinco músicas – uma delas, um inusitado cover de Blink 182, que ainda veio com a letra errada… – e não animaram muito a platéia, mas valeu para aquecer o público e dar um gostinho do som do Mickey Gang. Só depois de uma turnê decente e um álbum vai ser possível julgar do que essa galera é capaz – e daí sim será possível fazer uma resenha decente de um show deles.
O The View fez o show que o público estava esperando – energético, divertido, pesado e para dançar sem parar. Pena que o público estivesse totalmente parado – e eu e uma amiga, que não vamos para show ficar olhando pro teto e fazendo pose blasé, fizemos tamanho contraste com o público catatônico que ficamos famosas. Ficadica: se é para ficar paradinho para marcar território em show, melhor baixar o álbum e ficar em casa.
A competência do The View é até maior do que se podia esperar de um bando de garotos escoceses que misturam pitadas de rock, punk e britpop em seu som, mas continuam sendo uma banda que não foge do rótulo indie. Não é uma banda que eu ficaria ouvindo o álbum em casa, mas o show pegou fogo e valeu a pena. É realmente um som que funciona ao vivo.
Trovador indie
Fazia tempo que não ouvia falar de Patrick Wolf, trovador inglês que adora pianos e violinos. O som dele, basicamente um acústico romântico com pitadas de exotismo, vindas de instrumentos como o próprio violino e o urukele, é gostoso e interessante, mas sempre que quero ouvir algo do gênero prefiro pegar algum álbum do meu trovador favorito, Rufus Wainwright. Mas esse vídeo me fez voltar os olhos novamente para esse inglês que toca quietinho, mas tem seu espaço.
Jukebox
Essa semana, ouvi tanta coisa diferente que fica difícil listar. Mas vamos lá: o novo do Kasabian, West Ryder Pauper Lunatic Asylum, que é muito bom; The Dead Weather, projeto de Jack White com Alisson Mosshart, do The Kills; Friendly Fires, aquecendo para o show no Brasil; Paolo Nutini, influência da Tainá; Basement Jaxx, que é fantástico; Ting Tings, também com show no Brasil; Animal Collective, que estava com saudades; Grizzly Bear, que tocou ontem no Bonnaroo; Dirty Projectors, ótimo; Studio, do perfeito Yearbook 2; Beware of the Maniacs, do The Dodos; e Boxer, do The National.
E, pra vocês verem como o Studio é foda, dá uma olhada nessa versão de Impossible, do Shout Out Louds


