De vez em quando, bate aquela saudade – de algumas músicas, pessoas, livros e momentos. Eu fiquei muito tempo sem ouvir Queen, e semana retrasada resolvi resgatar algumas das músicas que adoro: Killer Queen, I Want to Break Free (com o maravilhoso clipe em que o Freddie Mercury se veste de empregada…), Bohemian Rhapsody, Under Pressure e muitas outras. Quase simultaneamente, surgiu na Internet o boato de que o Queen tocaria em São Paulo em novembro. Não dei muito crédito, até que confirmaram que as vendas começariam no dia 4, no Via Funchal.
Nem preciso dizer que o Queen nunca mais poderia ser o mesmo depois da morte do Freddie Mercury. Entretanto, estava cogitando a possibilidade de ir ao show, só para poder ouvir alguns clássicos da banda ao vivo – além disso, as novas músicas com o Paul Rodgers são legais, e seria uma noite interessante de nostalgia e We Are the Champions.
Ontem, entretanto, foram divulgados oficialmente os preços da turnê. Adivinha só? Pista Vip em Pé – R$800. Pista – R$270. Mezanino – R$350. Camarote – R$900.
Já falei aqui uma vez sobre os abusos em relação a preços e ingressos em grandes turnês. Não pude ver o show do Deus Bob Dylan, também no Via Funchal, pelos preços estratosféricos. OK, Bob Dylan é Deus (amém), mas qual é a justificativa para se cobrar um preço desses por um show do Queen sem o Freddie Mercury? Incompreensível, no mínimo.
Sou mais ficar cantando com o Freddie. Em casa.



