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OK, a gente sabe que demorou, mas digamos que este podcast teve que ser gravado duas vezes devido ao sono, a bebida e a vida. Essa segunda versão, a oficial, traz um cara que mrece ser ouvido, chamado Paolo Nutini. Há algumas semanas atrás o rapaz alcançou o topo das paradas britânicas de melhores álbuns, e garanto que não é qualquer um que consegue fazer isso.

Então, nessa edição trouxemos duas músicas dele, chamadas Coming Up Easy e Worried Man. A terceira música fica por conta do mestre Bob Dylan, talvez a principal influência da sonoridade de Paolo Nutini.

Divirtam-se, mandem sugestões e críticas para vinildeveludo@gmail.come aguardem o próximo, que já está gravado e pronto para surgir por aí.

O mundo da música anda movimentado – estou com tanta coisa pendente para escrever e com tantas músicas para ouvir que tempo é a última coisa que aparece. Sem contar o TCC, mas deixa para lá.

Hoje, sábado pós-feriado, é aquele dia preguiçoso. Então, vou falar um pouquinho de tudo. E olha que tem bastante coisa.

A volta do Gossip

Beth Ditto causa horrores, mas só agora resolveu trazer o Gossip de volta para a o mundo da música. O único Gossip que estava nas manchetes era Gossip Girl, e olhe lá. Sei que o vídeo não é novo, mas só agora parei para ouvir a nova da banda, chamada Heavy Cross. É o velho Gossip de volta, com o vocal atrevido e divertido de Beth Ditto e o ritmo dance de sempre. Confesso que acho terceiro álbum da banda, responsável por trazê-la para o mainstream indie, bem fraquinho, com mais pose e atitude do que qualidade musical. Mas esse novo hit, além de contagiante, parece anunciar uma banda mais consistente, que mantém a diversão e ainda arranja tempo para se preocupar em criar uma sonoridade que não se desgasta logo depois que a balada acaba e a cerveja já fez o efeito que devia.

O novo do Gossip, batizado de Music For Men, sai esse ano. Vamos ver.

Popload Gig – Ficar parado é bobagem

theview

E o Lúcio Ribeiro, que praticamente todo mundo lê, embora nem sempre a gente acredite, promoveu nos dias 6 e 7 de junho seu primeiro festival, o Popload Gig. Nos dois dias, o Popload reuniu no Clash bandas como Holger, Matt & Kim, No Age, Mickey Gang e The View. Por incrível que pareça, os shows começaram cedo e pontualmente, e parece que o saldo não só foi positivo como lucrativo – visto que já está programada a segunda edição do festival, que contará com Friendly Fires (OI!) e também terá uma versão carioca.

Não fui no primeiro dia do Festival, mas como ingresso promocional é uma benção, consegui conferir o segundo dia. Quem abriu a noite foram os meninos do Mickey Gang, banda do Espírito Santo super bombada na internet. Eu contei, e a apresentação durou exatamente 17 minutos. E não foi por falha técnica ou falta de vontade – foi falta de repertório mesmo. Essa foi a primeira vez que os garotos do Mickey Gang tocaram em São Paulo, e como não têm nem sequer um EP, fica difícil segurar um show de grande porte.  Eles tocaram quatro ou cinco músicas – uma delas, um inusitado cover de Blink 182, que ainda veio com a letra errada… – e não animaram muito a platéia, mas valeu para aquecer o público e dar um gostinho do som do Mickey Gang. Só depois de uma turnê decente e um álbum vai ser possível julgar do que essa galera é capaz – e daí sim será possível fazer uma resenha decente de um show deles.

O The View fez o show que o público estava esperando – energético, divertido, pesado e para dançar sem parar. Pena que o público estivesse totalmente parado – e eu e uma amiga, que não vamos para show ficar olhando pro teto e fazendo pose blasé, fizemos tamanho contraste com o público catatônico que ficamos famosas. Ficadica: se é para ficar paradinho para marcar território em show, melhor baixar o álbum e ficar em casa.

A competência do The View é até maior do que se podia esperar de um bando de garotos escoceses que misturam pitadas de rock, punk e britpop em seu som, mas continuam sendo uma banda que não foge do rótulo indie. Não é uma banda que eu ficaria ouvindo o álbum em casa, mas o show pegou fogo e valeu a pena. É realmente um som que funciona ao vivo.

Trovador indie

Fazia tempo que não ouvia falar de Patrick Wolf, trovador inglês que adora pianos e violinos. O som dele, basicamente um acústico romântico com pitadas de exotismo, vindas de instrumentos como o próprio violino e o urukele, é gostoso e interessante, mas sempre que quero ouvir algo do gênero prefiro pegar algum álbum do meu trovador favorito, Rufus Wainwright. Mas esse vídeo me fez voltar os olhos novamente para esse inglês que toca quietinho, mas tem seu espaço.

Jukebox

Essa semana, ouvi tanta coisa diferente que fica difícil listar. Mas vamos lá: o novo do Kasabian, West Ryder Pauper Lunatic Asylum, que é muito bom; The Dead Weather, projeto de Jack White com Alisson Mosshart, do The Kills; Friendly Fires, aquecendo para o show no Brasil; Paolo Nutini, influência da Tainá; Basement Jaxx, que é fantástico; Ting Tings, também com show no Brasil; Animal Collective, que estava com saudades; Grizzly Bear, que tocou ontem no Bonnaroo; Dirty Projectors, ótimo; Studio, do perfeito Yearbook 2; Beware of the Maniacs, do The Dodos; e Boxer, do The National.

E, pra vocês verem como o Studio é foda, dá uma olhada nessa versão de Impossible, do Shout Out Louds

Demorou para eu conseguir tempo, mas finalmente rolou de eu sentar na frente do computador e postar a quinta edição do Vinil de Veludo, projeto meu e da Tainá. A pressa não deixou essa edição ser tão fantástica quanto deveria, mas as músicas são lindas – Forgiveness, do Yeasayer, The Akara, do Beirut e Blindsided do Bon Iver.

A pegada dessa vez é mais tranquila. É para você curtir a fossa, mas de uma maneira musical – quem segurar o choro no Bon Iver é de ferro; The Akara é linda, uma representação perfeita do que há de melhor no climático e exótico March of Zapotec; e Forgiveness é um exemplo de como o Yeasayer consegue fazer um som legal, diferente e colorido.

Sabe que dói ouvir de novo e lembrar de algumas pessoas ao som de Bon Iver?

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E após muitos problemas técnicos, competentemente resolvidos por Tainá Tonolli, chega a quarta edição do Vinil de Veludo, devidamente documentado por nosso convidado especial, Thiago Kazu. Nessa edição, você ouve Girls Who Play Guitars, do Maximo Park; In My Chest, de Now, Now Every Children; e Fast Fuse, do Kasabian, e tem a oportunidade de ouvir (e ver!) a gente falando besteira, bebendo, comendo, rindo e surtando.

Essa e outras edições do Vinil de Veludo, aqui. Reclamações e sugestões para vinildeveludo@gmail.com

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Lego no cinema

Esse tipo de coisa é bem comum, mas não resisti a esses aqui. Muito bem feitos, dá saudade dos tempos de criança quando vendia lego a rodo nas lojas.

lego1

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lego4

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Dica do Luiz Pimentel.

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Minha conexão está prestes a deixar a terra rumo a Marte. Logo, serei breve e amanhã escrevo melhor sobre o que é tudo isso. Em suma, está no ar a terceira edição do podcast Vinil de Veludo, que é um projeto meu e da Tainá Tonolli.

Nessa terceira edição, falamos só de música brasileira. Mas não de Caetano, Chico ou Gil – nossa idéia foi de falar de três pequenas e lindas descobertas. Tem o Leão, que contou para a Tainá que é um bicho preguiça, a Lulina, uma letrista genial, e a Tulipa Ruiz, que tem uma voz incrível e que domina qualquer música.

Na sessão de curiosidades, três vídeos: Caetano Veloso levando um capote genial, Paulo Coelho cantando Scorpions e um cara dançando ao som de um… alarme de carro.

Sugestões? vinildeveludo@gmail.com Podem mandar músicas, idéias, críticas, dicas e cartas de amor. Ou de ódio. A gente supera.

Quem quiser baixar, manda ver. Ou ouça as edições em streaming.

Bom pessoal, estamos de volta, eu e Tainá Tonolli, com a segunda edição do Vinil de Veludo. Peço desculpas pela demora, aliás, mas vou fazer o possível para conseguir postar na data, apesar do excesso de trabalho.

Nessa segunda versão do Vinil De Veludo, falamos um pouco sobre o show do Oasis, o Art Brut e o novo do Depeche Mode, um álbum depecionante que, mesmo assim, tem uma música crual para mim.

Acompanhem então a 2ªedição do Vinil de Veludo, que conta com a colaboração de vocês para melhorar =D emails para vinildeveludo@gmail.com

Depois falo mais. Afinal, amanhã é folga.

Opiniões, por favor!!!

depeche

O novo álbum do Depeche Mode, Sounds of The Universe, foi um pouco decepcionante para mim – talvez porque eu estivesse esperando um lançamento do caralho, que é o caso do novo do Sonic Youth, um álbum feito de energia pura e violência. Já Sounds of The Universe carece dessa urgência, desse talento em captar a atenção logo de cara e mantê-la pela qualidade das músicas. Ainda não desisti dele, mas duas audições não foram o suficiente para me convencer de que o Depeche está de volta com tudo – o que não vai me deixar de fora do show deles aqui em São Paulo, claro.

Mas uma música de Sounds of The Universe grudou na minha cabeça de tal forma que não consigo me livrar dela. Wrong é energia pura, é adrenalina, é uma força melódica que bem que podia dominar todo esse álbum do Depeche. Acho a letra ótima, coerente, intrigante e com as frases certas no lugar certo. Embora Wrong funcione perfeitamente para mim por tê-la ouvido com uma pessoa específica, creio que mesmo sem essa influência a música teria me pego de jeito da mesma forma.

Só Wrong para me fazer dar uma terceira (e quarta) chance para o Depeche Mode.

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

Wrong
Wrong

There’s something wrong with me chemically
Something wrong with me inherently
The wrong mix in the wrong genes
I reached the wrong ends by the wrong means
It was the wrong plan
In the wrong hands
With the wrong theory for the wrong man
The wrong lies, on the wrong vibes
The wrong questions with the wrong replies

Wrong
Wrong

I was marching to the wrong drum
With the wrong scum
Pissing out the wrong energy
Using all the wrong lines
And the wrong signs
With the wrong intensity
I was on the wrong page of the wrong book
With the wrong rendition of the wrong hook
Made the wrong move, every wrong night
With the wrong tune played till it sounded right yeah

Wrong
Wrong

(Too long)

(Wrong)

I was born with the wrong sign
In the wrong house
With the wrong ascendancy
I took the wrong road
That led to the wrong tendencies
I was in the wrong place at the wrong time
For the wrong reason and the wrong rhyme
On the wrong day of the wrong week
I used the wrong method with the wrong technique

O Vinil de Veludo é um projeto meu e da Tainá Tonolli, do Escravo da Rosa. Já que a gente fala sobre cultura pop, música e besteiras cotidianas praticamente todo dia, fizemos um podcast, o Vinil de Veludo. Inicialmente, é um projeto semanal que vai focar em música, mas que pode falar de diversas outras coisas também. Depende do tempo, do nosso humor e de como estivermos de novidades (ou não) culturais.

A primeira edição do Vinil de Veludo tem 22 minutos cravados, de música, conversa e opinião. Por mais simples que apreça, deu trabalho, viu – reuniões, dúvidas, pesquisa e uma bela dose de besteirol foram necessários para concretizar este primeiro podcast.

Essa edição é temática: falaremos de… veludo. Então, preparem-se para Blue Velvet, Bobby Vinton, Psycho Killer, do Velvet Revolver e Run Run Run, do Echo & Bunnymen. Vamo?

Para baixar o podcast, clique aqui. E para ouvir, aqui.

Quando Susan Boyle subiu no palco do programa Britain’s Got Talent, a platéia começou a rir da aparência daquela mulher gorda, mal vestida e com forte sotaque interiorano. Os jurados também não disfarçaram o fato de que não estavam prestando a menor atenção na performance de Susan.

E então ela começou a cantar. Uma voz praticamente perfeita, forte, emocionante. A platéia veio abaixo, os jurados olhavam pasma e começava mais uma história de superação.

Tudo que escrevi acima poderia tranquilamente fazer parte do início de qualquer artigo da Reader’s Digest (aqui no Brasil é a Seleções). É  a mesma historinha bem contada, para fazer o público chorar e que, claro, é completamente desprovida de sentido. Kitsch é sempre vazio. Mas a questão aqui é um pouco mais complexa: sim, o vídeo de Susan Boyle pode ser considerado como um clássico caso de história açucarada de superação. Mas o vídeo, mesmo que você o assista de maneira imparcial e cínica, como eu fiz, emociona a priori. É assustador o poder que o som da platéia na hora certa, o rosto pasmo dos jurados, a maneira como o programa é filmado e até mesmo a música escolhida por Susan têm de fazer até Gregory House sentir vontade de chorar. Ou, ao menos, de aplaudir a performance de Susan, a mais nova gata borralheira do Reino Unido.

Óbvio que o vídeo foi feito de maneira calculada para fazer todo mundo se emocionar. Mas é emocionante mesmo ver como Susan canta bem. O que irrita agora são os discursos moralistas e politicamente corretos que dizem que o mundo contemporâneo é corrupto e está “perdido” porque é baseado apenas em estereótipos. Não é o mundo contemporâneo que classifica as pessoas em estereótipos: é o ser humano. Todo mundo faz isso. A diferença é que, a partir desses estereótipos, nós podemos realmente conhecer as pessoas e classificá-las de maneiras menos rigorosas e mais inteligentes. Mas o estreótipo, ah, dele ninguém escapa. A Tainá me mandou uma reportagem que saiu no NY Times sobre como as aparências importam, sim. E quem fala que não importa ou vive no clichê ou realmente gosta de mentir.

Aliás, a qualidade musical da apresentação de Susan é inegável. Mas, se ela não cantar mais nada e continuar só fazendo plásticas a la Dilma Roussef, não vai adiantar muita coisa.

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